narrativas, crônicas e prosas superficiais de pura verdade com um fundo de mentira; ou vice-versa.

Wednesday, 9 June 2010

A Chave

Foi o presente mais íntimo que alguém poderia receber. Sim! Uma chave antiga e usada! Um ouvido, alguém escutava na face desse Universo. Graças a Olorum! Uma pessoa que ouve tem um valor imenso, imensurável. Já diziam todos os treinamentos de novos profissionais internacionais e melhores amigos. Se todos querem falar nesta sociedademodernademerda, quem ouve é reirainha! A chave veio de um armário antigo de casamento da avó mais querida e lembrada com saudade em uma roda de três amigas queridas. Avós são segundas mães e indiscutivelmente especiais. A chave representa o quê? Pelo amor de Olorum! Pensesozinhoquevocêjáégrandinho... Aliás, existem três perguntas que nunca se devem fazer na vida: 1' o que significa esta tatuagem? 2' o que quis dizer este texto? 3' o que quis dizer a letra dessa música?... São as três essenciais não-respondíveis. Não falo dos filmes, da peça de teatro. Por favor, instiguemos a subjetividade, a compreensão de texto, a liberdade de expressão. Assim, qualquer chave que abra tudo guardado não estará empenadaemperradamalfeita. Abrirá! Como diz Jorge: tem que abrir, abrindo! A chave foi o presente mais especial que uma qualquerninguémàtoa poderia ter ganhado. Obrigada tanto!

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É cantora, compositora, atriz e jornalista nordestina. É seduzida por palavras, filmes, sons, chances de dar a cara ao tapa, decolagens de aviões, cheiro de suor masculino, canções complexas, debates verbais, pensamentos ilícitos, baboseira sem compromisso, microfones e canetas. Todos os vídeos têm a autorização da mesma para a sua própria atuação. Convidados nos vídeos não se responsabilizam pelo conteúdo dos textos da autora e assinaram autorização de uso de imagem. Comentários não são necessários. Aceita parcerias literárias e musicais. Contato: mariasobralmaria@gmail.com