narrativas, crônicas e prosas superficiais de pura verdade com um fundo de mentira; ou vice-versa.

Wednesday, 9 June 2010

Os Herdeiros Da Escola De Frankfurt

Se foderam! Tiveram que admitir que todos os seres humanos, aofinalnofinalafinal, querem 'o amor, e serem amados'. Não adianta a razão mais culposa, idiota, assassinadisfarçadadeverdadeira, ou o que seja.... No final, de tudo, de toda a modernidade, o que seria raro seria somente o amor. Seria esse o produto de consumo preferido. O dia dos namoradosvalentines seria em duas datas distintas o mais festejado após o consagrado ano novo, logicamente. E se você se cansasse daquele amor, ou tentativa do mesmo, a substituição seria o caminho mais certo. Porém... O que você faria com o tesãoconversaempatiaafinidadeafetoadmiração inerente ao seu par, se ele não o tivesse? Simples.. Procuraria outro! Ah, se um pudesse comprar amor, dedicação... Se pudesse não oferecer nada, sumir, desaparecer, embriagar-se e xingar, sumir, voltar, ficar por algumas horas e depois somente clamar: PORRA, ME DÁ ESSE PRODUTO QUE EU PAGUEI, CARALHO! Opa... Ainda bem que não! Não é bem assim a história. Esforço é imprescindível, meu AMOR! O amor requer uma declaração inicial. Pública. Megafone no microfone. Alto! Claro... E decidida... Aí, um acreditaria e sucumbiria. Do contrário, os da Escola de Frankfurt pensariam duas vezes. Tipossimquenãoexistegramaticalmente : que porra ínfima é essa? Diante de tanto ceticismo, o amor levaria mais. Não seria fácil. Não seria um botijão de gás pedido a domicílio. Seria uma eleição para presidente a cada 4 anos, com sorte, uma nova chance de mudar. Isso se não houvesse reeleição, meu caro. O amor pode ser essencial. Mas, secreto ele não serve.
Quando se ama, grita-se com um megafone ao microfone. Alto! Com intenção, e sem esperar muito. Ama-se porquê sente-se que é certo amar. Somente isso. Simples assim, já disse F. e Recife inteiro! A Escola de Frankfurt tomou no rabo, mas somente reconhece amor com verdade, insistente e coerente.

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É cantora, compositora, atriz e jornalista nordestina. É seduzida por palavras, filmes, sons, chances de dar a cara ao tapa, decolagens de aviões, cheiro de suor masculino, canções complexas, debates verbais, pensamentos ilícitos, baboseira sem compromisso, microfones e canetas. Todos os vídeos têm a autorização da mesma para a sua própria atuação. Convidados nos vídeos não se responsabilizam pelo conteúdo dos textos da autora e assinaram autorização de uso de imagem. Comentários não são necessários. Aceita parcerias literárias e musicais. Contato: mariasobralmaria@gmail.com