para Lea...
Dizia aquela nova voz já com as mãos ágeis acariciando os pêlos dos braços dela. Soprava o pescoço fino que ela tinha com atenção enquanto continuava o carinho crescente e ascendente em seu corpo. Ela suava em um misto de nervosismo, uísque e calor e ele perguntou se ela queria água. Ao 'sim', ele levantou em direção à sua cozinha americana do décimo terceiro andar e providenciou a bebida. Ela tirou os sapatos e aconchegou-se no sofá dele como se lhe pertencesse, como se fosse familiar aquele lugar. E já tinha sido. Ela lembrava de cada detalhe daquele apartamento, do problema inicial com a escritura do imóvel, da festa comemorativa da nova moradia e do tempo que já tinham passado lá juntos. Ele voltou com o copo de água na mão e uma garrafa inteira por garantia de aconchego e a beijou segurando-a pela nuca como sabia que ela gostava. O beijo moreno dele continuava generoso, entregue, farto e na medida. Com intimidade, ele desabotou dois botões da camisa de pano dela e com a mão blusa e sutiã adentro agarrou o seu seio esquerdo como se pega a teta de uma vaca. Mas, foi carinhoso com o mamilo falando com os lábios colados aos dela que 'estava ali inteiro'. Ela acreditou. E foram juntos levados na continuação de um beijo que evoluiu para os vários carinhos corporais e para que ficassem nus ali mesmo, naquele sofá duplo. Ela sugeriu o banho que eles tinham como ritual, onde acariciavam-se como se conhecendo cada detalhe um do outro, sem inibição alguma, quando se cuidavam e perguntavam o que tinha acontecido com cada imperfeição alheia e nova que fosse achada. Passaram do banho à cama com a familiariedade que tanto lhes cabia e lá ele engatou seus dois dedos entre o clitóris dela até que ela chorasse. Ele sempre soube fazer muito bem aquilo, sua especialidade no corpo dela. O que se seguiria era a penetração nas posições que ela mais gostasse.. De quatro, de lado, por cima... O foco era ela. 'Eu quero você feliz aqui hoje! Desse lugar você só sai bem tratada', falou ele enquanto a tinha arfando de olhos serrados bêbada de um gozo que chegou no minuto seguinte. Ela o acompanhou no seu prazer com afinco, ainda sob o tilintar daquele pau que podia agora, até sem esforço, fazê-la embebedar-se de 'aahhhhh's mais vezes. Abraçaram-se sem pudor e ele a cobriu fazendo questão de ficar ao seu lado até a próxima manhã ainda sem entender 'porquê você demora tanto para voltar para mim?'. Repetiriam tudo novamente no primeiro raiar do sol, olhando aquela vista do Capibaribe e tendo como testemunhas os pássaros da cidade.
narrativas, crônicas e prosas superficiais de pura verdade com um fundo de mentira; ou vice-versa.
Sunday, 4 July 2010
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- Maria Sobral
- É cantora, compositora, atriz e jornalista nordestina. É seduzida por palavras, filmes, sons, chances de dar a cara ao tapa, decolagens de aviões, cheiro de suor masculino, canções complexas, debates verbais, pensamentos ilícitos, baboseira sem compromisso, microfones e canetas. Todos os vídeos têm a autorização da mesma para a sua própria atuação. Convidados nos vídeos não se responsabilizam pelo conteúdo dos textos da autora e assinaram autorização de uso de imagem. Comentários não são necessários. Aceita parcerias literárias e musicais. Contato: mariasobralmaria@gmail.com