para o repentista do Marco Zero...
Foi água oxigenada no olho. Tirou a visão. Foi falta de atenção. Arrependimento não traria contento, solução. Foi castigo. Pra quê fez isso comigo? Extendeu a mão, deu um encalce para pular do precipício. Castigo. Só podia ser isso. Estava prometido aquele fracasso. E tudo bem, silêncio eu faço. É assim. Tem jeito, não. Se dá-se a regalia, nego vem, pisa, judia. É melhor não dar a mão. Foi castigo. Não sei se novo ou antigo, mas paguei com exatidão, ansiosa para largar a mão. Gritei que tinha dinheiro. Gritei! E paguei logo para me livrar. Livramento foi. Eu nem devo, não sou culpado, tiro a minha conclusão. Foi castigo. De uma encruzilhada fêmea, e nem mesmo valeu a pena. Nego, fecho, não dou perdão a nenhuma falta de mão. Nem adianta amizade, isso tudo é bobagem, coisa dos com cú na mão. Amigo é outra coisa comigo, não alisa o cabelo para dar um nó na mão e arrastar pelo chão. Teve saldo negativo, conta feia, muito zero, energia de ludibriação. Castigo. Profunda vergonha, nem teve assim tanta manha, foi pura exposição para verem que é viril. Admito: nem admiro, não acho original, é uma cópia barata, não levou à evolução. Erro sem aprendizado, texto maçante, conto mal contado, imitado, sem orgulho de feição. Nó trançado na soberba, moralismo de palavra bêbada, cheirada, para agradar aos que esperam devoção. Tudo bem, não tem controle, então, guie essa charanga para outro lugar, vaidoso, índole podre disfarçada de boa intenção, querendo ser percursor do teatroverdade, desdenhando os 'coitadosquehorror!' que o procuram para um aprendizado, planejando churrasco por dois meses para ganhar uma nordestina, enquanto treina com outra, e ter um contrato novo em mãos, mesmo nem acreditando no talento de uma mulher mais poderosa porém 'não pronta e entregue à bebida'. Foi castigo. Frágil para pedir dias de abrigo. Forte para dar um grande sumiço. Não merece atenção. É esquecível, e vai lembrar de tudo um dia quando estiver completamente só. Com humildade, eu desejo que tenha em dobro tudo o que me deu.
narrativas, crônicas e prosas superficiais de pura verdade com um fundo de mentira; ou vice-versa.
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- Maria Sobral
- É cantora, compositora, atriz e jornalista nordestina. É seduzida por palavras, filmes, sons, chances de dar a cara ao tapa, decolagens de aviões, cheiro de suor masculino, canções complexas, debates verbais, pensamentos ilícitos, baboseira sem compromisso, microfones e canetas. Todos os vídeos têm a autorização da mesma para a sua própria atuação. Convidados nos vídeos não se responsabilizam pelo conteúdo dos textos da autora e assinaram autorização de uso de imagem. Comentários não são necessários. Aceita parcerias literárias e musicais. Contato: mariasobralmaria@gmail.com